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Chuva e frio podem mudar direção da nuvem de gafanhotos

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A nuvem de gafanhotos, com 10 quilômetros de extensão, está próxima à Sauce, província argentina de Corrientes, segundo o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa) do país. Na localidade, os insetos poderão dizimar a cultura de cítricos e de erva-mate. A previsão é de que a nuvem se dirija ao sul, em direção à Entre Rios e, posteriormente, ao Uruguai, e não mais para Leste, o que a levaria ao Oeste gaúcho.

Além disso, segundo Ricardo Felicetti, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a nuvem se estabilizou, pois a Argentina está realizando controle químico. A MetSul também informou que uma frente fria avança no território, condição que diminui a mobilidade dos gafanhotos e os mata. Ainda assim, técnicos argentinos alertam que os insetos podem se mover até 150 quilômetros em um dia e, por isso, tudo dependerá da questão climática.

Ainda não há registro real do impacto causado pelos gafanhotos nos países afetados. Na Argentina, a nuvem está prejudicando pequenos produtores de milho, mandioca, cana-de-açúcar, trigo e aveia. No Paraguai, a cultura de milho foi a mais afetada. Para a Senasa, a situação argentina é semelhante ao que ocorreu em 2019 e 2017 no país.

No Brasil, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a praga causou grandes perdas às lavouras de arroz no Sul nas décadas de 30 e 40. Felicetti também relata invasão do inseto no Rio Grande do Sul na década de 70.

https://www.correiodopovo.com.br/

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